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07/12/2012

O dinossauro mais antigo do mundo

Um dinossauro que viveu há cerca de 245 milhões de anos 10 a 15 milhões de anos antes do que qualquer outro anteriormente descoberto, pode ser o dinossauro mais antigo do mundo.















Cientistas descobriram o que pode ser o dinossauro mais antigo do mundo – ou o parente mais distante desses lagartos gigantes. Ele tem o tamanho de um labrador, mas uma cauda de cinco metros de comprimento. Estima-se que o animal tenha vivido há cerca de 245 milhões de anos – 10 a 15 milhões a mais do que os dinossauros mais antigos conhecidos até o momento.
Os ossos fossilizados foram descobertos durante na década de 1930 por um paleontólogo britânico na Tanzânia colonial, e está há décadas no Museu de História Natural de Londres (Reino Unido).
Um estudo anterior do fóssil feito na década de 1950 havia sido inconclusivo. O que pode ser o dinossauro mais velho do planeta era apenas um animal misterioso no museu.
Os ossos pertencem a uma criatura chamada Nyasasaurus parringtoni. “Se o Nyasasaurus parringtoni não é o dinossauro mais velho, então é o parente mais próximo encontrado até agora”, declarou o biólogo Sterling Nesbitt, da Universidade de Washington (EUA), principal autor do estudo.
O nome Nyasasaurus parringtoni é novo – mas não o termo “Nyasasaurus”, que combina o nome do Lago Niassa (agora “Lago Malawi”), na Tanzânia, com a palavra “saurus”, de lagarto. “Parringtoni” é uma homenagem ao cientista Rex Parrington, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), que recolheu o fóssil próximo ao lago.
Algumas características do fóssil trazem indícios de que o animal era mesmo um dinossauro. Os tecidos ósseos do antebraço mostram marcas de crescimento rápido, o que é comum entre os dinossauros. Além disso, o fóssil mostra a presença de uma crista deltopeitoral alongada, que ancorava os músculos do antebraço, algo exclusivo dos dinossauros. Esses atributos levam os cientistas a crer que, se o Nyasasaurus não for um dinossauro, é um animal muito próximo.
Paul Barrett, do Museu de História Natural de Londres, afirma que o estudo destaca a importância dos fósseis que ficam em museus, que muitas vezes são negligenciados por cientistas, mas que devem ser estudados continuamente. “Muitas das descobertas mais importantes da paleontologia são realizadas no laboratório ou nas reservas de museus”, disse Barrett.




Segundo o site sciencedaily

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