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22/11/2014

A venda de vitrolas e a produção de discos de vinil no Brasil vêm crescendo

A venda de vitrolas e a produção de discos de vinil no Brasil vêm crescendo
Com o surgimento do CD nos anos 1980, o vinil foi perdendo espaço no mercado como principal tecnologia para ouvir música.






A venda de vitrolas e a produção de discos de vinil no Brasil vêm crescendo nos últimos anos. Apresentada ao público por Thomas Edison há exatos 137 anos, essa tecnologia se adaptou bem à era da internet.
A venda de vitrolas e a produção de discos de vinil no Brasil vêm crescendo

"Vitrola é uma coisa que desperta o sentimento das pessoas", afirmou em entrevista a EXAME.com Eduardo Leite. Ele é diretor da Trapemix, loja online especializada em produtos retrô que vende cerca de 500 toca-discos por mês. Segundo Leite, a expectativa para 2014 é que as vendas cresçam 35% em relação ao ano passado.

"Várias são as razões que impulsionam cada vez mais pessoas para o formato", explicou em entrevista a EXAME.com João Augusto, consultor da Polysom. Entre elas, estão o "som encorpado" e "o fetiche de ter música saindo de uma bolacha de petróleo", afirma ele.

Única fabricante de discos de vinil da América Latina, a Polysom produz cerca de 8 mil discos por mês. Reaberta em 2011, a fábrica vem registrando aumento na produção de discos a cada ano desde então.

Paquera – Segundo Leite, o gasto médio dos internautas que compram vitrolas na Trapemix é de 750 reais. "Às vezes, o cliente visita a página do produto no site sete vezes até fechar a compra", conta ele. "É como uma paquera mesmo", comenta.

Na loja online, o preço dos toca-discos varia entre 650 e 2 mil reais. O CTX Classic, modelo mais vendido do site, custa 770 reais. Alguns aparelhos à venda na Trapemix são capazes de converter o som do vinil em arquivos MP3 e de se conectar por Bluetooth com tablets e smartphones.

Segundo Augusto, a fabricação de discos acompanhou o aprimoramento dos aparelhos. Para ele, a produção em massa de antigamente deixava a desejar em termos de qualidade. Com a diminuição no número de discos fabricados, o controle de qualidade aumentou. "No caso da Polysom, por ser um trabalho totalmente artesanal, o índice de qualidade é altíssimo, já apreciado por compradores em todo o mundo", afirma Augusto

Público-alvo – Pessoas que viveram o tempo do vinil e conservaram sua coleção formam o público-alvo desse tipo de produto. Porém, elas não são as únicas. "Uma grande surpresa é o público jovem, que tem se mostrado cada vez mais atrelado ao vinil", afirma Augusto. De acordo com ele, o preço de venda médio de um disco fabricado pela Polysom está na casa dos 70 reais. Para Leite, o valor é alto demais. "Isso fortalece o mercado de troca de discos usados", afirma o diretor da Trapemix.

A venda de vitrolas e a produção de discos de vinil no Brasil vêm crescendo

Ascensão – Na opinião de Leite, toca-discos e vinis voltaram mesmo para ficar. "Hoje, esse é um mercado em ascensão", afirma. Por conta disso, a Trapemix deve abrir uma loja física em 2015 - além de lançar sua linha própria de vitrolas (que será fabricada fora do Brasil). O toca-discos (ou vitrola) é uma invenção derivada do fonógrafo. Esse aparelho foi inventado pelo americano Thomas Edison e apresentado ao público em 21 de novembro de 1877. No fonógrafo, uma agulha era usada para gravar e reproduzir sons armazenado em pequenos furos feitos num cilindro de metal. Depois, o cilindro foi substituído pelos discos. Inicialmente feitos de cera, eles passaram a ser de vinil no fim da década de 1940. Com o surgimento do CD nos anos 1980, o vinil foi perdendo espaço no mercado como principal tecnologia para ouvir música - embora mantenha um fiel (e crescente) número de admiradores até hoje.
A venda de vitrolas e a produção de discos de vinil no Brasil vêm crescendo









Fonte: infoFotos: Divulgação

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